O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Com a publicação da saudação do Dr. Luís Raposo aos Amigos do MNA, do artigo do jornal Publico e da notícia da Antena 1, todos abaixo transcritos, chega ao fim a missão deste blogue independente,
feito por alguns amigos do MNA.

A luta travada nos últimos anos em defesa do MNA, impedindo a sua transferência para a Fábrica da Cordoaria Nacional, foi coroada de êxito.

Ao Dr. Luís Raposo desejamos as maiores venturas na continuação da sua carreira profissional.

Se um dia o MNA voltar a estar em perigo, regressaremos,

porque por agora apenas hibernamos.



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A SEC irá apresentar um novo plano de requalificação do MNA

Segundo noticia a Agência LUSA, a actual tutela do MNA indica que não recebeu da anterior "nenhum estudo detalhado que suporte uma decisão sustentada relacionada com a mudança do Museu de Arqueologia para a Cordoaria Nacional". É caso para dizer que a verdade é como o azeite, vem sempre ao cimo, mais tarde ou mais cedo.
Também afirma que será apresentado um plano de requalificação do MNA consdierando todas as hipóteses.
Boas notícias ! Ficamos a aguardar.
Mas que não tarde, porque como diz o director do Museu na mesma na notícia, o MNA encontra-se muito prejudicado pela falta de espaço e de verbas para exposições. Ansiamos pelo dia em que possamos de novo celebrar uma nova exposição ou outra actividade na torre ôca.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Afinal a transferência do MNA para a Cordoaria Nacional não está decidida – informou o Governo ao GAMNA

Um ano depois de requerida formalmente pelo GAMNA informação sobre os motivos e os estudos técnicos de suporte à decisão do anterior Governo da transferência do MNA para a Cordoaria Nacional, dada como definitiva, visando a eventual interposição do competente procedimento judicial, ao abrigo do direito de acção popular em defesa do património, o actual Governo respondeu finalmente ao GAMNA, através de carta do Chefe de Gabinete do SEC, em nome deste.

Segundo esta carta, o processo de transferência “ainda se encontra em fase de desenvolvimento” e “ainda se encontram por definir as orientações do XIX Governo sobre a referida transferência”. Mais se afirma que por estas razões não se justifica a invocação do direito de acesso a documentação administrativa por parte do GAMNA, uma vez que se trata de assunto que pode nem sequer existir em termos práticos.

Boas notícias portanto, para já.

Aguardaremos agora que o XIX Governo anuncie as suas orientações quanto a este assunto.


sábado, 18 de junho de 2011

Francisco José Viegas, o novo SEC, e o Museu Nacional de Arqueologia

Entre as diversas tomadas de posição do novo SEC sobre a política dos museus, algumas feitas já durante a campanha eleitoral, chamando-lhe “experimentalista”, conta-se esta, especificamente sobre a questão da passagem do Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoaria Nacional.

É naturalmente grande a expectativa de que possa finalmente haver agora algum bom-senso nas cabeças dos governantes, depois de terminado o ciclo do inefável Summavielle e da sua obsessão, talvez "guerra privada", em fazer cumprir cinquenta depois o projecto do Estado Novo para o MNA.



Blog

Em Portugal é fácil fazer leis e enumerar projetos. Parte das leis são tão boas que não se destinam a ser cumpridas.

15 Abril 2010

Correio da Manhã

Por: Francisco José Viegas, Escritor

Quanto aos projetos, basta anunciá-los, como tem acontecido a vários museus – o da Língua Portuguesa (o Brasil tem um, magnífico, que devia encher-nos de orgulho), o do Mar e, agora, o da Viagem ou dos Descobrimentos Portugueses.

Planear um museu, justificá-lo, programá-lo, construí-lo e reunir os fundos necessários são etapas de um longo caminho. Seria lamentável que o currículo da ministra da Cultura, que tem corrigido vários passos em falso cometidos antes do seu consulado, anunciasse mais um projeto tão volátil como os anteriores. Esperemos que a polémica sobre a nova localização do Museu de Arqueologia não seja apenas um pretexto ainda mais volátil.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O inefável Summavielle desiste... a poucos dias de se ir embora

Em declarações à LUSA, o ainda SEC, Elísio Summavielle, informa que a decisão sobre a "Casa da Arqueologia" (alguém sabe o que isso é ?) fica adiada para o futuro Governo.
Paz à sua alma.
Mas nem na despedida, o inefável Summavielle tem um pingo de dignidade:
Primeiro,  fala de uma tal "casa da arqueologia" e ignora a existência do MNA, como se lhe fosse dada a faculdade de extinguir um museu mais do que centenário, ou sequer de lhe mudar o nome.
Segundo, diz que programas e estudos estão feitos e que "há condições" para avançar, mas pergunta-se onde estão esses estudos para que possam ser vistos e discutidos.
Terceiro, tudo se resume na cabeça deste senhor a "exposições de prestígio" - bem se vê que não sabe o que é um museu em geral e o MNA em particular.


quinta-feira, 3 de março de 2011

Elísio Summavielle agrava a síndrome do vendedor de automóveis usados

Após meses de silêncio e quando pensávamos que a ideia da transferência do MNA para a Cordoaria Nacional estaria já esquecida, ou pelo menos adiada para as calendas solsticiais de Inverno, eis que de novo o SEC dá mostras de que lhe não passou, e antes se agravou, a síndrome de vendedor de carros em segunda mão, que já aqui lhe tínhamos diagnosticado.

Segundo relatam os jornais (veja-se o recorte abaixo), ele terá ontem dito à Comissão de Cultura da Assembleia da República que a comissão técnica criada para acompanhar o processo fez uma avaliação que concluiu pelas boas condições da estrutura edificada, isto porque "apesar do edifício ter mais de 250 anos, e de ter passado por um forte terramoto, as paredes não apresentam uma única fissura". Disse ainda que “foram feitas obras de drenagem por baixo do edifício antes de tornar a zona estanque.”

Lê-se e não se acredita, onde chegou o despudor.

Então o senhor Summavielle não sabe que o edifício da Cordoaria Nacional tem sido ao longo da sua existência objecto de obras de reparação e conservação, algumas profundas e bem recentes, com reposição de estuques e argamassas, pintura, etc. ? Bem conhecemos a cantiga do vendedor de automóveis em segunda mão sem escrúpulos quando nos quer impingir um chaço: “veja bem, nem um risco”…. Mesmo que por baixo de uma pintura superficial exista corrosão activa.

Já não chega e nunca chegou em assuntos sérios a palavra de um qualquer Summavielle. Se o tal estudo existe, disponibilize-o imediatamente.

Mas duvidamos muito que exista, porque também não sabemos a que “forte terramoto” se referirá este senhor. Ou estará a querer confundir os incautos, dando-lhes a entender que foi o de 1755, quando a actual Cordoaria Nacional foi construída depois dessa catástrofe e precisamente no local onde antes tudo o que existia tinha sido arrasado, ou então que terramoto será ?

Finalmente, a água parece ser uma obsessão do senhor Summavielle que facilmente se afunda. Lá voltou ele a dizer que já foram feitas as obras de drenagem que colocam a Cordoaria Nacional ao abrigo de inundações. Foram mesmo ? Quando ? Depois das últimas pequenas cheias do rio Seco que obrigaram a encerrar por um dia a exposição “Viva a República !”, na Cordoaria Nacional ? Claro que não.

Por infelicidade dos Summavielles deste mundo, até parece que S. Pedro esteve atento. Aquilo que agora se fez foi ligar os efluentes urbanos do rio Seco ao colector transversal no Tejo. E logo que estas obras terminaram, eis que um novo período de chuva intensa, mas curto, deu origem às cheias acima referidas ! É que os perigos de cheia na Junqueira não resultam de esgotos urbanos, mas de picos de precipitação na ampla bacia do rio Seco, que se estende desde Monsanto até ao Tejo.

Senhor Summavielle: tenha decoro.