Antena 1, Jornal das 13h, 29 de Julho de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
Elísio Summavielle afasta Luís Raposo da direcção do Museu de Arqueologia
Por Luís Miguel Queirós in Público
António Carvalho, director do Departamento Cultural da Câmara de Cascais, assume o cargo até ser lançado novo concurso.
Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) há 16 anos, foi substituído no cargo por António Carvalho, até agora responsável do Departamento de Cultura da Câmara de Cascais, que desempenhará funções interinamente até que o novo director da instituição seja nomeado por concurso. A decisão foi tomada pelo director-geral do Património Cultural, Elísio Summavielle, que optou por não seguir a prática habitual de nomear o director em funções para assegurar este período de transição.
Raposo já fora afastado do cargo em Janeiro, por despacho do director do Instituto dos Museus e Conservação (IMC), João Brigola, que decidiu não o reconduzir, mas o arqueólogo recorreu da decisão, que viria a ser anulada pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. Com a fusão do IMC e do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) na Direcção-Geral do Património Cultural, cessaram os mandatos dos directores de museus dependentes do extinto IMC. Foi neste novo contexto que Summavielle decidiu afastar já Luís Raposo, substituindo-o por António Carvalho, um historiador com formação em Arqueologia e uma pós-graduação em Ciências Documentais.
Em carta endereçada aos Amigos do MNA, divulgada na Internet, Raposo informa: "Entendeu o director-geral, Elísio Summavielle, não me nomear para continuar a assegurar, em regime de substituição e por mais alguns meses, as funções que venho desempenhando há mais de década e meia" no MNA. E acrescenta: "Está no seu direito, terá as suas razões, que aos Amigos do MNA serão facilmente perceptíveis, mas que, pelo meu lado, não quero comentar, nesta circunstância".
Uma reserva que manteve quando contactado pelo PÚBLICO, afirmando apenas que espera que o seu sucessor faça "um bom mandato". Na sua carta de despedida, não nomeia António Carvalho, mas deseja-lhe sorte "nas circunstâncias difíceis que vai enfrentar, com uma direcção a prazo curto e baseada mais em confiança política ou pessoal do que em visão estratégica e competência profissional, avaliadas publicamente em concurso".
Conhecido pela frontalidade com que costuma defender publicamente as suas posições, Raposo foi tendo, enquanto director do MNA, situações de atrito com sucessivas tutelas. No último Governo de José Sócrates, criticou duramente a projectada transferência do MNA para a Cordoaria Nacional. Elísio Summavielle era então, recorde-se, secretário de Estado da Cultura da ministra socialista Gabriela Canavilhas.
O arqueólogo que chumbou Relvas
Arqueólogo, professor, director, até há alguns dias, do Museu Nacional de Arqueologia, Luís Raposo é ainda presidente eleito do ICOM (Conselho Internacional de Museus) em Portugal, e representante do sector dos museus no Conselho Nacional de Cultura. Mas há uma alínea do seu extenso curriculum vitae que nem o próprio recordava: a ele deve Miguel Relvas o chumbo que levou na disciplina de Arqueologia, a única que o actual ministro frequentou na sua episódica passagem pelo curso de História da Universidade Lusíada. "Já não me lembrava", diz Raposo, "mas, quando me falaram nisso, fui ver os meus papéis e, de facto, é verdade".
António Carvalho, director do Departamento Cultural da Câmara de Cascais, assume o cargo até ser lançado novo concurso.
Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) há 16 anos, foi substituído no cargo por António Carvalho, até agora responsável do Departamento de Cultura da Câmara de Cascais, que desempenhará funções interinamente até que o novo director da instituição seja nomeado por concurso. A decisão foi tomada pelo director-geral do Património Cultural, Elísio Summavielle, que optou por não seguir a prática habitual de nomear o director em funções para assegurar este período de transição.
Raposo já fora afastado do cargo em Janeiro, por despacho do director do Instituto dos Museus e Conservação (IMC), João Brigola, que decidiu não o reconduzir, mas o arqueólogo recorreu da decisão, que viria a ser anulada pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. Com a fusão do IMC e do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) na Direcção-Geral do Património Cultural, cessaram os mandatos dos directores de museus dependentes do extinto IMC. Foi neste novo contexto que Summavielle decidiu afastar já Luís Raposo, substituindo-o por António Carvalho, um historiador com formação em Arqueologia e uma pós-graduação em Ciências Documentais.
Em carta endereçada aos Amigos do MNA, divulgada na Internet, Raposo informa: "Entendeu o director-geral, Elísio Summavielle, não me nomear para continuar a assegurar, em regime de substituição e por mais alguns meses, as funções que venho desempenhando há mais de década e meia" no MNA. E acrescenta: "Está no seu direito, terá as suas razões, que aos Amigos do MNA serão facilmente perceptíveis, mas que, pelo meu lado, não quero comentar, nesta circunstância".
Uma reserva que manteve quando contactado pelo PÚBLICO, afirmando apenas que espera que o seu sucessor faça "um bom mandato". Na sua carta de despedida, não nomeia António Carvalho, mas deseja-lhe sorte "nas circunstâncias difíceis que vai enfrentar, com uma direcção a prazo curto e baseada mais em confiança política ou pessoal do que em visão estratégica e competência profissional, avaliadas publicamente em concurso".
Conhecido pela frontalidade com que costuma defender publicamente as suas posições, Raposo foi tendo, enquanto director do MNA, situações de atrito com sucessivas tutelas. No último Governo de José Sócrates, criticou duramente a projectada transferência do MNA para a Cordoaria Nacional. Elísio Summavielle era então, recorde-se, secretário de Estado da Cultura da ministra socialista Gabriela Canavilhas.
O arqueólogo que chumbou Relvas
Arqueólogo, professor, director, até há alguns dias, do Museu Nacional de Arqueologia, Luís Raposo é ainda presidente eleito do ICOM (Conselho Internacional de Museus) em Portugal, e representante do sector dos museus no Conselho Nacional de Cultura. Mas há uma alínea do seu extenso curriculum vitae que nem o próprio recordava: a ele deve Miguel Relvas o chumbo que levou na disciplina de Arqueologia, a única que o actual ministro frequentou na sua episódica passagem pelo curso de História da Universidade Lusíada. "Já não me lembrava", diz Raposo, "mas, quando me falaram nisso, fui ver os meus papéis e, de facto, é verdade".
Aos Amigos do Museu Nacional de Arqueologia,
Cumpriu-se ontem o último dia do meu mandato na direcção do MNA.
Hoje entra em vigor a Portaria que define a orgânica da nova Direcção-Geral do Património Cultural e, por força da mesma, todos os lugares de direcção (de museus e de outros serviços dos extintos IMC e IGESPAR) cessam, devendo ser nomeados novos dirigentes, em regime de substituição, até que haja concursos para todos esses lugares.
A norma habitual, que penso dever ser também aqui seguida, é a de nomear nesse regime de substituição, a prazo, os dirigentes que cessam funções.
Mas no meu caso (não sei há mais algum idêntico) entendeu o Director-Geral, Elísio Summavielle, não me nomear para continuar a assegurar, em regime de substituição e por mais alguns meses, as funções que venho desempenhando há mais de década e meia no Museu Nacional de Arqueologia. Está no seu direito, terá as suas razões, que aos Amigos do MNA serão facilmente perceptíveis, mas que, pelo meu lado, não quero comentar, nesta circunstância.
Apenas desejo boa sorte ao meu substituto, que já me foi informado quem será e do qual sou amigo. Boa sorte nas circunstâncias difíceis que vai enfrentar, com uma direcção a prazo curto e baseada mais em confiança política ou pessoal do que em visão estratégica e competência profissional, avaliadas publicamente em concurso.
Por feliz coincidência, foi ontem também que começou a ser divulgado o Boletim nº 15 do GAMNA, com o programa de actividades para 2012/2013. É caso para dizer que cumpri até ao último dia o meu grato dever para com os Amigos do MNA, a quem agradeço toda a generosidade com que me trataram, e trataram o Museu, desde que em 1999 o GAMNA foi formalmente criado.
Saudações muito amigas do
Luís Raposo
25 de Julho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Museu Nacional de Arqueologia. Percursos e desafios de uma casa centenária nas construções oitocentistas dos Jerónimos - um livro do Dr. Luís Raposo, uma memória para o futuro
Museu Nacional de Arqueologia. Percursos e desafios de uma casa centenária nas construções oitocentistas dos Jerónimos é o título de um livro da autoria do Dr. Luís Raposo, editado pelo GAMNA, onde se oferece uma narrativa cronológica de momentos significativos da história do Museu, remontando aos antecedentes da primeira metade do Século XIX, quando se procedeu à laicização do Mosteiro dos Jerónimos. São referidas as razões originais que levaram a instalar o MNA neste espaço monumental, bem como as sucessivas tentativas para o afastar do mesmo, desde o período do Estado Novo, há cerca de meio século, quando pela primeira vez a hipótese de transferência para a Cordoaria Nacional foi colocada e logo abandonada. É dado especial relevo aos episódios dos últimos anos sobre esta matéria, terminando a narrativa no livro em Abril de 2012, quando o actual director foi de novo reconduzido no cargo, depois de tentativa gorada para o seu afastamento.
Um livro muito bem ilustrado e documentado, que fica como memória para o futuro. Pedidos de envio podem ser feitos para o GAMNA: mnarq.gamna@imc-ip.pt
Um livro muito bem ilustrado e documentado, que fica como memória para o futuro. Pedidos de envio podem ser feitos para o GAMNA: mnarq.gamna@imc-ip.pt
quarta-feira, 16 de maio de 2012
"Faz falta um museu dedicado às origens dos portugueses" - diz Elísio Summavielle
Reproduzimos notícia de hoje da LUSA, segundo o DN, acompanhada sugestivamente por imagem de Aljubarrota ou algo idêntico, em que Elísio Summaviella o anterior Secretário de Estado da Cultura do Governo Sócrates e futuro Direto-Geral do Património Cultural do Governo Passos Coelho, diz que para os Jerónimos até poderia ir o que já lá está desde o início, um museu das "origens dos portugueses". Terá mudado de opinião relativamente ao Museu dos Descobrimentos ? Ou o "museu das origens" que agora defende ser criado é apenas mais uma forma de pretender diminuir o MNA - o único museu com colecções capazes de contar as origens etno-arqueológicas portuguesas - assim lhe dêem condições para o efeito ?
Numa entrevista à agência Lusa a propósito do Dia Internacional dos Museus, que se celebra a 18 de maio, sexta-feira, o responsável considerou que "a falta de um museu que explique quem são os portugueses - as suas origens - é uma lacuna".
"Não falo num museu sobre a língua portuguesa, como existe no Brasil, mas um museu sobre a portugalidade", que pudesse ficar instalado no Mosteiro dos Jerónimos "ou noutro espaço em Lisboa, como a Praça do Comércio".
Sobre o projeto da anterior tutela para transferir o Museu Nacional de Arqueologia do Mosteiro dos Jerónimos para o edifício da Cordoaria, Elísio Summavielle indicou que "está suspenso, devido aos atuais constrangimentos financeiros".
No quadro desse projeto, foram feitos estudos sobre o edifício da Cordoaria Nacional, na avenida da Índia, "que indicaram uma solidez estrutural adequada, mas, neste momento, não se podem gastar 15 milhões de euros para adaptar o espaço ao museu e transferir o espólio de arqueologia".
O projeto envolvia também o Museu de Marinha, instalado nos Jerónimos, mas Elísio Summavielle considera que poderiam ser envolvidas outras tutelas, como a do Turismo.
Sobre outros projetos em curso, reiterou que o novo Museu Nacional dos Coches, um projeto assinado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, "deverá abrir no final de 2013, princípio de 2014".
Quanto ao Museu da Música - como já foi anunciado pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas - deverá ir para Évora, para o Convento de São Bento de Castris, embora a falta de verbas venha a atrasar a sua concretização.
"O espólio do Museu da Música é muito importante e ali, num edifício histórico, terá muito espaço, até para realizar ateliês e 'workshops'", sublinhou o responsável, acrescentando que, quando houver verbas disponíveis, terá condições "para ser um museu exemplar".
Neste momento, o convento está a ser alvo de obras de recuperação, nomeadamente nos telhados.
No âmbito de um acordo com o Metropolitano de Lisboa, o Museu da Música manterá as instalações na estação do Alto dos Moinhos até ao final de 2013, indicou o responsável da DGPC.
Com a aprovação da nova orgânica da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), que tutela 28 museus e cinco palácios nacionais, passa a estar integrado - tal como o IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico), na nova estrutura da DGPC.
De acordo com a nova orgânica, as Direções Regionais de Cultura do Norte, Centro, Alentejo e Algarve vão passar a gerir museus e palácios da rede nacional que estão na sua área geográfica.
O Museu do Abade de Baçal, o Museu Alberto de Sampaio, o Paço dos Duques, o Museu dos Biscainhos, o Museu D. Diogo de Sousa, o Museu de Lamego, o Museu de Etnologia do Porto, o Museu da Terra de Miranda, o Museu de Aveiro, o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, o Museu da Guarda, o Museu da Cerâmica, o Museu José Malhoa, o Museu Etnográfico e Etnológico Dr. Joaquim Manso e o Museu de Évora vão passar para a competência das respetivas Direções Regionais de Cultura.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
O MNA passa a ser tutelado pela Direçao Geral do Património Cultural
Segundo informa o jornal Público o Conselho de Ministros aprovou a orgânica de uma Direção Geral do Património Cultural que vai passar a tutelar os Museus Nacionais, entre os quais o MNA. A notícia é acompanhada por imagem, aqui reproduzida, que vale mais do que mil palavras.
Ao que parece, o Governo dirigido por Passos Coelho entendeu fazer seu o projecto político do Governo dirigido por José Sócrates, que PSD e CDS tanto tinham criticado quando estavam na oposição. Compreende-se assim porque desconfiam os cidadãos dos jogos partidocráticos, ao ponto de deixarem de participar na vida política do País, já que, diz-se, "eles são todos os mesmos".
Seja como for, o importante é que foi tomada uma decisão e por isso fazemos votos para que este novo figurino administrativo seja benéfico para os museus e, no que diz respeito ao MNA, ultrapassada que está a ameaça de transferência para a Cordoaria Nacional, possa ele potenciar mais a actividade do "nosso" museu.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Elisio Summavielle reconhece que a transferência do MNA para a Cordoaria Nacional não se vai concretizar
Em declarações à imprensa durante as comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (18 de Abril), o designado Diretor-Geral do Património Cultural, anterior Secretário de Estado da Cultura e grande mentor do projecto de transferência do MNA para a Cordoaria Nacional, acaba de reconhecer que afinal nada se vai fazer.
Disse nomeadamente:
Quanto ao projecto da mudança do Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoaria Nacional, na Junqueira, em Lisboa, os estudos do projecto estão prontos, indicou, «mas neste momento não há disponibilidade financeira para a mudança».
Já nem vale a pena exigir os tais estudos que nunca ninguém viu e que tudo indica não existirem. Não é possível pedir o impossível ao senhor Summavielle. Basta-nos no entanto o principal, que é ser ele mesmo a ter de reconhecer que nada se vai fazer.
Continuaremos atentos.
Disse nomeadamente:
Quanto ao projecto da mudança do Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoaria Nacional, na Junqueira, em Lisboa, os estudos do projecto estão prontos, indicou, «mas neste momento não há disponibilidade financeira para a mudança».
Já nem vale a pena exigir os tais estudos que nunca ninguém viu e que tudo indica não existirem. Não é possível pedir o impossível ao senhor Summavielle. Basta-nos no entanto o principal, que é ser ele mesmo a ter de reconhecer que nada se vai fazer.
Continuaremos atentos.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Fez-se justiça !!!!
Costuma dizer-se que mais vale tarde do que nunca e é este o caso. Segundo informam os jornais e o próprio Dr. Luís Raposo confirmou, o senhor Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, deferiu o recurso hierárquico apresentado pelo Ditrector do MNA, no qual era pedida a anulação dos despachos de não recondução e consequente recondução no cargo.
Trata-se de uma decisão que honra quem a praticou. Fez-se justiça.
Manter-nos-emos atentos, em defesa do MNA e do seu director.
terça-feira, 6 de março de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
"Uma personalidade tão multifacetada como esta, com capacidade de liderança, faz falta a Portugal" - diz a AEAT a propósito do Dr. Luís Raposo
Não reagimos acto-contínuo à notícia que há cerca de uma semana informava da não recondução de Luís Raposo (LR) como Director do Museu Nacional de Arqueologia.
Mas não podíamos deixar de testemunhar neste caso pelos menos por tês razões: por amizade; pelo facto de LR ser nosso filiado embora esta razão seja menor e não deva ser interpretada como corporativa, um conceito que parece ser hoje mais representativo do que no Estado Novo); e principalmente pelo reconhecimento do estatuto de LR como profissional e cidadão notável.
É isso que fazemos agora, com a vantagem de termos lido o testemunho publicado por LR no dia 21 de Janeiro, num jornal diário de expansão nacional, num texto que ilumina algumas explicações do estado das coisas.
Julgamos merecer amplo consenso a noção que o exercício de cargos públicos não se deve eternizar. Também concordaremos de modo alargado que, num Estado de Direito, e numa sociedade dita democrática, os fundamentos das decisões devem ser objectivamente expressos (por dever e coragem), o que segundo LR não aconteceu.
Os 16 anos de LR como director do Museu Nacional de Arqueologia foram repletos de iniciativas e de sucessos, desde logo com o reforço do papel social do MNA e o aumento da quota de visitantes. Em condições normais (que não são as actuais) poderia considerar-se a não-recondução como o fechar de um ciclo e o atingimento maturado de um mandato.
Contudo, LR não tem sido apenas um bom funcionário e dirigente da administração pública, neste caso um director marcante do MNA, tão variadas são as suas qualificações, demonstradas ao longo dos últimos 40 anos, na investigação científica, na museologia, na divulgação, no associativismo, no ensino e no debate público sobre a coisa política. Diríamos que uma personalidade tão multifacetada com esta, com capacidade de liderança, faz falta a Portugal.
Ora o que aguardamos com vivo interesse são os próximos desenvolvimentos das decisões político-administrativas na área a Cultura. Porque acreditamos que, para decisores minimamente informados (algo muito fácil na sociedade aberta de hoje, em que o segredo só existe nas questões de defesa nacional e pouco mais…), fácil será concluir e de modo inteligente, que uma pessoa como LR faz falta na liderança da coisa pública. Alguém disse recentemente que tendo nós menos dinheiro teremos de ser mais inteligentes.
Se tal não acontecer teremos mais um sinal muito preocupante quanto ao nosso futuro como sociedade, talvez concluindo, tristemente, que o Estado português (não a comunidade nacional, o conjunto dos seus cidadãos eleitores) não parece merecer Luís Raposo. E, talvez concluir, com a legitimidade que nos é dada pelas declarações de vários responsáveis do actual Governo, ser este mais um convite para sair(mos) de Portugal.
Associação de Estudos do Alto Tejo
Mas não podíamos deixar de testemunhar neste caso pelos menos por tês razões: por amizade; pelo facto de LR ser nosso filiado embora esta razão seja menor e não deva ser interpretada como corporativa, um conceito que parece ser hoje mais representativo do que no Estado Novo); e principalmente pelo reconhecimento do estatuto de LR como profissional e cidadão notável.
É isso que fazemos agora, com a vantagem de termos lido o testemunho publicado por LR no dia 21 de Janeiro, num jornal diário de expansão nacional, num texto que ilumina algumas explicações do estado das coisas.
Julgamos merecer amplo consenso a noção que o exercício de cargos públicos não se deve eternizar. Também concordaremos de modo alargado que, num Estado de Direito, e numa sociedade dita democrática, os fundamentos das decisões devem ser objectivamente expressos (por dever e coragem), o que segundo LR não aconteceu.
Os 16 anos de LR como director do Museu Nacional de Arqueologia foram repletos de iniciativas e de sucessos, desde logo com o reforço do papel social do MNA e o aumento da quota de visitantes. Em condições normais (que não são as actuais) poderia considerar-se a não-recondução como o fechar de um ciclo e o atingimento maturado de um mandato.
Contudo, LR não tem sido apenas um bom funcionário e dirigente da administração pública, neste caso um director marcante do MNA, tão variadas são as suas qualificações, demonstradas ao longo dos últimos 40 anos, na investigação científica, na museologia, na divulgação, no associativismo, no ensino e no debate público sobre a coisa política. Diríamos que uma personalidade tão multifacetada com esta, com capacidade de liderança, faz falta a Portugal.
Ora o que aguardamos com vivo interesse são os próximos desenvolvimentos das decisões político-administrativas na área a Cultura. Porque acreditamos que, para decisores minimamente informados (algo muito fácil na sociedade aberta de hoje, em que o segredo só existe nas questões de defesa nacional e pouco mais…), fácil será concluir e de modo inteligente, que uma pessoa como LR faz falta na liderança da coisa pública. Alguém disse recentemente que tendo nós menos dinheiro teremos de ser mais inteligentes.
Se tal não acontecer teremos mais um sinal muito preocupante quanto ao nosso futuro como sociedade, talvez concluindo, tristemente, que o Estado português (não a comunidade nacional, o conjunto dos seus cidadãos eleitores) não parece merecer Luís Raposo. E, talvez concluir, com a legitimidade que nos é dada pelas declarações de vários responsáveis do actual Governo, ser este mais um convite para sair(mos) de Portugal.
Associação de Estudos do Alto Tejo
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Levanta-se a hipótese macabra da Democracia estar a ser subvertida por poderes ocultos - considera o Prof. Francisco Sande Lemos
Felicito, pela sua frontalidade e clareza, o Luís Raposo.
O texto publicado no Público evidencia que as posições de LR em defesa do MNA contra a política de ex-governantes e dirigentes do governo José Sócrates desencadearam retaliações logo que essas personalidades tiveram oportunidade.
O que é mirabolante é o poder que conservam esses elementos, apesar de ter havido eleições e formado um novo Governo com os partidos que precisamente apoiaram na Assembleia da República o responsável pelo MNA na sua luta contra a política do governo de Sócrates.
Levanta-se assim a hipótese macabra da Democracia estar a ser subvertida por poderes ocultos.
Não se deve brincar com o fogo. Veja-se o exemplo da Hungria. Mais tarde ou mais cedo o povo cansa-se. E nesse caso a União Europeia terá de estender o poder da troika a todos os domínios da sociedade portuguesa.
Apelo pois a que se intervenha, sem medo, exigindo uma clarificação ao poder político. O temor e inacção são maus conselheiros e a crise que vivemos muito se deve à doentia apatia dos portugueses.
Saudações,
Francisco Sande Lemos
O texto publicado no Público evidencia que as posições de LR em defesa do MNA contra a política de ex-governantes e dirigentes do governo José Sócrates desencadearam retaliações logo que essas personalidades tiveram oportunidade.
O que é mirabolante é o poder que conservam esses elementos, apesar de ter havido eleições e formado um novo Governo com os partidos que precisamente apoiaram na Assembleia da República o responsável pelo MNA na sua luta contra a política do governo de Sócrates.
Levanta-se assim a hipótese macabra da Democracia estar a ser subvertida por poderes ocultos.
Não se deve brincar com o fogo. Veja-se o exemplo da Hungria. Mais tarde ou mais cedo o povo cansa-se. E nesse caso a União Europeia terá de estender o poder da troika a todos os domínios da sociedade portuguesa.
Apelo pois a que se intervenha, sem medo, exigindo uma clarificação ao poder político. O temor e inacção são maus conselheiros e a crise que vivemos muito se deve à doentia apatia dos portugueses.
Saudações,
Francisco Sande Lemos
domingo, 22 de janeiro de 2012
Radio TSF: Não recondução sem fundamento é ilegal
Da Radio TSF reproduzimos abaixo as breves declarações prestadas pelo Dr. Luís Raposo, nos noticiários do dia 22 de Janeiro de 2012.
Carregue na seta para ouvir as declarações
Como se faz (e desfaz) um Director de Museu
Pela importância que reveste, reproduzimos o artigo de opinião do Dr. Luís Raposo, inserto no Jornal PUBLICO de 21 de Janeiro de 2012. Para ler, para meditar e para atuar em conformidade.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Margarida Ruas, delegada do European Museum Forum em Portugal, defende o "olhar novo" da direcção de Luís Raposo no MNA
A Arqueologia é uma ciência e arte escondidas ou aos “ pedaços”. É de todas a mais difícil de comunicar, sensibilizar e persuadir. Por razões profissionais, ao longo dos anos, visitei vários sítios e museus arqueológicos. Lembro-vos o êxito do MARQ em Alicante mas que nada acrescentou ao que já era realizado em Portugal .porque nenhum, era melhor ou fazia melhor que o Museu de Arqueologia, dirigido pelo Luís Raposo. Exemplar e inspirador. A arqueologia através da sua estratégia provocadora tocou pessoas de todas as idades, o respeito e a admiração do que fomos permitiu-nos construir o nosso EU e a criatividade ensinou-nos a fruir o belo que “os pedaços” contêm. Seleccionar o que de mais importante nos rodeia é puro exercício cultural, que estaremos aptos a alcançar quando sabemos quem somos: como gente, como cidadãos de um País e como seres do universo.
O Luís Raposo conseguiu formar e demonstrar, ensinar e divertir criando um lugar de discussão pura, troca de pensamentos, vivências e afectos consubstanciando a aprendizagem permanente ao longo da vida.
Não se muda uma equipa que funciona bem e quanto mais tempo está, mais sábia se torna porque a gestão do Luís Raposo reenviava-nos permanentemente para um novo olhar sobre as coisas, nunca nos reduziu a visitantes ou espectadores, éramos parte integrante daquela história e de todos os objectos, elementos vivos, agentes de mudança, respeitados inteiramente na nossa idiossincrasia
Keneth Hudson, fundador do European Museum Forum sustentava que após visitarmos um Museu, se nos sentíssemos mais altos, maiores, podíamos estar certos que o Museu era bom.
Sempre me senti maior quando visitava o Museu Nacional de Arqueologia ou assistia às inúmeras actividades que o Luís Raposo desenvolvia. Agradeço-lhe penhoradamente por tudo quanto fez pela inteligentzia Portuguesa e por ter convocado o melhor de nós. Sei que como Presidente do ICOM Portugal continuará a ser arauto do Bem e do Belo.
E todos estaremos atentos, não vá o Museu de Arqueologia ser transferido para dar lugar a um hotel ou a esplanadas de charme.
Cumprimentos amigos
Margarida Ruas Gil Costa
O Luís Raposo conseguiu formar e demonstrar, ensinar e divertir criando um lugar de discussão pura, troca de pensamentos, vivências e afectos consubstanciando a aprendizagem permanente ao longo da vida.
Não se muda uma equipa que funciona bem e quanto mais tempo está, mais sábia se torna porque a gestão do Luís Raposo reenviava-nos permanentemente para um novo olhar sobre as coisas, nunca nos reduziu a visitantes ou espectadores, éramos parte integrante daquela história e de todos os objectos, elementos vivos, agentes de mudança, respeitados inteiramente na nossa idiossincrasia
Keneth Hudson, fundador do European Museum Forum sustentava que após visitarmos um Museu, se nos sentíssemos mais altos, maiores, podíamos estar certos que o Museu era bom.
Sempre me senti maior quando visitava o Museu Nacional de Arqueologia ou assistia às inúmeras actividades que o Luís Raposo desenvolvia. Agradeço-lhe penhoradamente por tudo quanto fez pela inteligentzia Portuguesa e por ter convocado o melhor de nós. Sei que como Presidente do ICOM Portugal continuará a ser arauto do Bem e do Belo.
E todos estaremos atentos, não vá o Museu de Arqueologia ser transferido para dar lugar a um hotel ou a esplanadas de charme.
Cumprimentos amigos
Margarida Ruas Gil Costa
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
A VERGONHA NA CARA É UM BEM CADA VEZ MAIS ESCASSO
Acho verdadeiramente inqualificável, em relação a quem, com tanta competência e paixão tem defendido causa da Cultura e da Arqueologia, em geral, e a do Museu, em particular, que tão brilhantemente dirigiu ao longo de 16 anos.
Se mais não fez, e fez muito, foi porque não lhe deram os meios pelos quais tanto reclamou. Talvez por isso tenha agora chegado a hora de afastar uma personalidade vertical e incómoda.
Adalberto Alves
(escritor)
Se mais não fez, e fez muito, foi porque não lhe deram os meios pelos quais tanto reclamou. Talvez por isso tenha agora chegado a hora de afastar uma personalidade vertical e incómoda.
Adalberto Alves
(escritor)
Luís Raposo não foi reconduzido por uma decisão arbitrária e dificilmente explicável - Diz o arqueólogo Vírgilio Hipólito Correia, Director do Museu Monográfico de Conimbriga
Dr. Luís Raposo não foi reconduzido no cargo de Director do Museu Nacional de Arqueologia por uma decisão arbitrária e dificilmente explicável, situação que afectou outros colegas seus (nossos).
A publicação da lei orgânica da Direcção Geral do Património Cultural – que terá de acontecer até fim de Fevereiro - obrigará a abrir concurso para todos os lugares de director de museus e monumentos; nesta situação seria compreensível que nenhum director fosse reconduzido (continuando, todos, a assegurar o lugar em gestão corrente até – legalmente - finais de Maio) ou, pelo contrário, que fossem todos reconduzidos, sendo claro que isso era, de todas as formas, uma situação temporária. Os júris convocados pela nova DGPC decidiriam.
Mas não é isso que está a acontecer: há renovações e há interrupções; a minha interpretação é que se trata de “recados”.
A arbitrariedade é preocupante. Tal como são preocupantes certas coincidências com ataques inqualificáveis.
Não preciso de defender o Luís Raposo (que é notório que se defende perfeitamente sozinho). O que penso do seu mandato, escrevi-o num texto publicado pela Associação dos Arqueólogos Portugueses nos “Materiais para um Livro Branco da Arqueologia Portuguesa” (Arqueologia & História nº 60-61, está disponível em http://conimbriga.academia.edu/VirgilioHipolitoCorreia/Papers/1267411/20_anos_de_arqueologia_e_museus ).
Mas a cobardia do anonimato (ou do pseudonimato) incomoda-me e, tal como a arbitrariedade, preocupa-me.
Virgílio Hipólito Correia
A publicação da lei orgânica da Direcção Geral do Património Cultural – que terá de acontecer até fim de Fevereiro - obrigará a abrir concurso para todos os lugares de director de museus e monumentos; nesta situação seria compreensível que nenhum director fosse reconduzido (continuando, todos, a assegurar o lugar em gestão corrente até – legalmente - finais de Maio) ou, pelo contrário, que fossem todos reconduzidos, sendo claro que isso era, de todas as formas, uma situação temporária. Os júris convocados pela nova DGPC decidiriam.
Mas não é isso que está a acontecer: há renovações e há interrupções; a minha interpretação é que se trata de “recados”.
A arbitrariedade é preocupante. Tal como são preocupantes certas coincidências com ataques inqualificáveis.
Não preciso de defender o Luís Raposo (que é notório que se defende perfeitamente sozinho). O que penso do seu mandato, escrevi-o num texto publicado pela Associação dos Arqueólogos Portugueses nos “Materiais para um Livro Branco da Arqueologia Portuguesa” (Arqueologia & História nº 60-61, está disponível em http://conimbriga.academia.edu/VirgilioHipolitoCorreia/Papers/1267411/20_anos_de_arqueologia_e_museus ).
Mas a cobardia do anonimato (ou do pseudonimato) incomoda-me e, tal como a arbitrariedade, preocupa-me.
Virgílio Hipólito Correia
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Direção do GAMNA toma primeira posição e anuncia acções próximas
Prezados Amigos,
Em face das notícias chocantes aparecidas nos jornais, referindo a não continuidade do Dr. Luís Raposo no lugar de Director do nosso Museu, a direcção do GAMNA reuniu na 2ª Feira, dia 16 de Janeiro, para se inteirar da situação e decidir sobre medidas e formas de acção a empreender.
Depois de confirmado o essencial das notícias vindas a lume e após análise ponderada, entendemos dar imediato seguimento a um conjunto de iniciativas com o objectivo de protestar contra uma situação que nos causa a mais profundo incómodo.
Não está em causa apenas o caso concreto e o nosso Museu. Estão em causa valores ainda mais profundos e que se resumem em saber que futuro queremos para os museus nacionais? Que futuro para as instituições em que se guarda a memória histórica da nação?
Tendo presente este enquadramento, informamos que iremos divulgar dentro de dias uma Carta-Aberta ao conjunto da comunidade nacional, a qual faremos divulgar amplamente.
Iremos também promover um fórum de encontro e recolha de reflexões e comentários sobre toda esta temática.
A seu tempo, iremos ainda promover uma Assembleia-Geral do GAMNA, assim como editar um livro que fique como memória e instrumento de denúncia de tudo o que tem sucedido ao nosso Museu, nos últimos anos.
Esperamos nesta nossa luta contar com a participação de todas as associações, nomeadamente Amigos de Museus, e pessoas individuais que se nos queiram associar.
Apoiaremos incondicionalmente o Dr. Luís Raposo nas acções que entenda necessárias para contestar administrativa ou judicialmente o despacho que o não reconduz da direcção do nosso Museu e ainda instaremos a que se candidate a qualquer concurso que hipoteticamente venha a ser aberto, embora respeitemos as suas opções, quaisquer que sejam.
O que está em causa é sintoma de algo muito mais vasto e inquietante. O que aconteceu ao Dr. Luís Raposo aconteceu a todos nós e leva-nos a questionar a transparência de processos de decisão do Estado e a ética dos seus agentes.
A todos pedimos que se mantenham atentos e intervenham pelas formas que considerem mais adequadas. Na crise por que passamos não nos podemos demitir da responsabilidade de saber gerir, proteger e salvaguardar o nosso património.
A Direcção do GAMNA, em 16 de Janeiro de 2012
Em face das notícias chocantes aparecidas nos jornais, referindo a não continuidade do Dr. Luís Raposo no lugar de Director do nosso Museu, a direcção do GAMNA reuniu na 2ª Feira, dia 16 de Janeiro, para se inteirar da situação e decidir sobre medidas e formas de acção a empreender.
Depois de confirmado o essencial das notícias vindas a lume e após análise ponderada, entendemos dar imediato seguimento a um conjunto de iniciativas com o objectivo de protestar contra uma situação que nos causa a mais profundo incómodo.
Não está em causa apenas o caso concreto e o nosso Museu. Estão em causa valores ainda mais profundos e que se resumem em saber que futuro queremos para os museus nacionais? Que futuro para as instituições em que se guarda a memória histórica da nação?
Tendo presente este enquadramento, informamos que iremos divulgar dentro de dias uma Carta-Aberta ao conjunto da comunidade nacional, a qual faremos divulgar amplamente.
Iremos também promover um fórum de encontro e recolha de reflexões e comentários sobre toda esta temática.
A seu tempo, iremos ainda promover uma Assembleia-Geral do GAMNA, assim como editar um livro que fique como memória e instrumento de denúncia de tudo o que tem sucedido ao nosso Museu, nos últimos anos.
Esperamos nesta nossa luta contar com a participação de todas as associações, nomeadamente Amigos de Museus, e pessoas individuais que se nos queiram associar.
Apoiaremos incondicionalmente o Dr. Luís Raposo nas acções que entenda necessárias para contestar administrativa ou judicialmente o despacho que o não reconduz da direcção do nosso Museu e ainda instaremos a que se candidate a qualquer concurso que hipoteticamente venha a ser aberto, embora respeitemos as suas opções, quaisquer que sejam.
O que está em causa é sintoma de algo muito mais vasto e inquietante. O que aconteceu ao Dr. Luís Raposo aconteceu a todos nós e leva-nos a questionar a transparência de processos de decisão do Estado e a ética dos seus agentes.
A todos pedimos que se mantenham atentos e intervenham pelas formas que considerem mais adequadas. Na crise por que passamos não nos podemos demitir da responsabilidade de saber gerir, proteger e salvaguardar o nosso património.
A Direcção do GAMNA, em 16 de Janeiro de 2012
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