O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Após dezasseis anos na direcção do Museu Nacional de Arqueologia, Luís Raposo não foi reconduzido em mais um mandato, sem quaisquer explicações. Não podemos deixar de ligar esta decisão à luta intensa travada para impedir a transferência do MNA para a Fábrica da Cordoaria Nacional, projecto do Estado Novo recuperado durante o último Governo de José Sócrates.

Por isso este blogue passa agora a servir outro objectivo, o da denúncia da infâmia contida na não recondução do actual director do MNA e sobretudo o da reflexão acerca do que quer o País afinal dos seus museus, arquivos, bibliotecas e academias . Podem criaturas menores, pela calada, acoitadas em redes de cumplicidades subterrâneas, pôr e dispor das mais perenes instituições nacionais ?

Junte-se a nós nesta acção de cidadania. Aqui registaremos todas as opiniões, reflexões ou meros comentários que entendam fazer-nos chegar ou possamos recolher na imprensa.


Envie os seus contributos para gdamna@gmail.com

Última Hora: aparentemente, o Dr. Luís Raposo foi novamente reconduzido nas suas funções por despacho do SEC, Francisco José Viegas. Aguardaremos a confirmação e novos desenvolvimentos quanto a este aspecto e quanto ao abandono da transferência do MNA para a Cordoaria Nacional, antes de darmos por concluída a missão cívica deste blogue.

Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

Vulcão de água na Junqueira. O Rio Seco extravasou e invadiu a Cordoaria. A exposição “Viva a República !” esteve encerrada por um dia

As chuvas dos últimos dias actualizaram aquilo de que neste blogue nos temos feito eco várias vezes, seguindo a advertência dos técnicos. Tratou-se de meras chuvadas intensas, mas de curta duração. E mesmo assim os efeitos foram visíveis. A Rua da Junqueira tornou-se um mar de água; o trânsito foi cortado. O Rio Seco extravasou do seu leito subterrâneo e deu origem a verdadeiros vulcões de água a emergir à superfície. A água entrou na Cordoaria Nacional e a exposição “Viva a República !” teve de fechar por um dia, por medida de precaução. Dizem os conhecedores que se tivesse chovido mais algum tempo sucederia o mesmo que em 1997, quando a água entrou em catadupa na Cordoaria.
É aí que houve quem quisesse instalar o Museu Nacional de Arqueologia ?


Reproduzimos a seguir dois vídeos elucidativos obtidos quanto ainda havia circulação na Rua da Junqueira e retirados do Youtube.

O Rio Seco rebentou !
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O Vulcão de água na Junqueira !
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