O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Após dezasseis anos na direcção do Museu Nacional de Arqueologia, Luís Raposo não foi reconduzido em mais um mandato, sem quaisquer explicações. Não podemos deixar de ligar esta decisão à luta intensa travada para impedir a transferência do MNA para a Fábrica da Cordoaria Nacional, projecto do Estado Novo recuperado durante o último Governo de José Sócrates.

Por isso este blogue passa agora a servir outro objectivo, o da denúncia da infâmia contida na não recondução do actual director do MNA e sobretudo o da reflexão acerca do que quer o País afinal dos seus museus, arquivos, bibliotecas e academias . Podem criaturas menores, pela calada, acoitadas em redes de cumplicidades subterrâneas, pôr e dispor das mais perenes instituições nacionais ?

Junte-se a nós nesta acção de cidadania. Aqui registaremos todas as opiniões, reflexões ou meros comentários que entendam fazer-nos chegar ou possamos recolher na imprensa.


Envie os seus contributos para gdamna@gmail.com

Última Hora: aparentemente, o Dr. Luís Raposo foi novamente reconduzido nas suas funções por despacho do SEC, Francisco José Viegas. Aguardaremos a confirmação e novos desenvolvimentos quanto a este aspecto e quanto ao abandono da transferência do MNA para a Cordoaria Nacional, antes de darmos por concluída a missão cívica deste blogue.

Sábado, 18 de Junho de 2011

Francisco José Viegas, o novo SEC, e o Museu Nacional de Arqueologia

Entre as diversas tomadas de posição do novo SEC sobre a política dos museus, algumas feitas já durante a campanha eleitoral, chamando-lhe “experimentalista”, conta-se esta, especificamente sobre a questão da passagem do Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoaria Nacional.

É naturalmente grande a expectativa de que possa finalmente haver agora algum bom-senso nas cabeças dos governantes, depois de terminado o ciclo do inefável Summavielle e da sua obsessão, talvez "guerra privada", em fazer cumprir cinquenta depois o projecto do Estado Novo para o MNA.



Blog

Em Portugal é fácil fazer leis e enumerar projetos. Parte das leis são tão boas que não se destinam a ser cumpridas.

15 Abril 2010

Correio da Manhã

Por: Francisco José Viegas, Escritor

Quanto aos projetos, basta anunciá-los, como tem acontecido a vários museus – o da Língua Portuguesa (o Brasil tem um, magnífico, que devia encher-nos de orgulho), o do Mar e, agora, o da Viagem ou dos Descobrimentos Portugueses.

Planear um museu, justificá-lo, programá-lo, construí-lo e reunir os fundos necessários são etapas de um longo caminho. Seria lamentável que o currículo da ministra da Cultura, que tem corrigido vários passos em falso cometidos antes do seu consulado, anunciasse mais um projeto tão volátil como os anteriores. Esperemos que a polémica sobre a nova localização do Museu de Arqueologia não seja apenas um pretexto ainda mais volátil.

0 comentários:

Enviar um comentário