O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Após dezasseis anos na direcção do Museu Nacional de Arqueologia, Luís Raposo não foi reconduzido em mais um mandato, sem quaisquer explicações. Não podemos deixar de ligar esta decisão à luta intensa travada para impedir a transferência do MNA para a Fábrica da Cordoaria Nacional, projecto do Estado Novo recuperado durante o último Governo de José Sócrates.

Por isso este blogue passa agora a servir outro objectivo, o da denúncia da infâmia contida na não recondução do actual director do MNA e sobretudo o da reflexão acerca do que quer o País afinal dos seus museus, arquivos, bibliotecas e academias . Podem criaturas menores, pela calada, acoitadas em redes de cumplicidades subterrâneas, pôr e dispor das mais perenes instituições nacionais ?

Junte-se a nós nesta acção de cidadania. Aqui registaremos todas as opiniões, reflexões ou meros comentários que entendam fazer-nos chegar ou possamos recolher na imprensa.


Envie os seus contributos para gdamna@gmail.com

Última Hora: aparentemente, o Dr. Luís Raposo foi novamente reconduzido nas suas funções por despacho do SEC, Francisco José Viegas. Aguardaremos a confirmação e novos desenvolvimentos quanto a este aspecto e quanto ao abandono da transferência do MNA para a Cordoaria Nacional, antes de darmos por concluída a missão cívica deste blogue.

Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

Afinal a transferência do MNA para a Cordoaria Nacional não está decidida – informou o Governo ao GAMNA

Um ano depois de requerida formalmente pelo GAMNA informação sobre os motivos e os estudos técnicos de suporte à decisão do anterior Governo da transferência do MNA para a Cordoaria Nacional, dada como definitiva, visando a eventual interposição do competente procedimento judicial, ao abrigo do direito de acção popular em defesa do património, o actual Governo respondeu finalmente ao GAMNA, através de carta do Chefe de Gabinete do SEC, em nome deste.

Segundo esta carta, o processo de transferência “ainda se encontra em fase de desenvolvimento” e “ainda se encontram por definir as orientações do XIX Governo sobre a referida transferência”. Mais se afirma que por estas razões não se justifica a invocação do direito de acesso a documentação administrativa por parte do GAMNA, uma vez que se trata de assunto que pode nem sequer existir em termos práticos.

Boas notícias portanto, para já.

Aguardaremos agora que o XIX Governo anuncie as suas orientações quanto a este assunto.


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