O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Após dezasseis anos na direcção do Museu Nacional de Arqueologia, Luís Raposo não foi reconduzido em mais um mandato, sem quaisquer explicações. Não podemos deixar de ligar esta decisão à luta intensa travada para impedir a transferência do MNA para a Fábrica da Cordoaria Nacional, projecto do Estado Novo recuperado durante o último Governo de José Sócrates.

Por isso este blogue passa agora a servir outro objectivo, o da denúncia da infâmia contida na não recondução do actual director do MNA e sobretudo o da reflexão acerca do que quer o País afinal dos seus museus, arquivos, bibliotecas e academias . Podem criaturas menores, pela calada, acoitadas em redes de cumplicidades subterrâneas, pôr e dispor das mais perenes instituições nacionais ?

Junte-se a nós nesta acção de cidadania. Aqui registaremos todas as opiniões, reflexões ou meros comentários que entendam fazer-nos chegar ou possamos recolher na imprensa.


Envie os seus contributos para gdamna@gmail.com

Última Hora: aparentemente, o Dr. Luís Raposo foi novamente reconduzido nas suas funções por despacho do SEC, Francisco José Viegas. Aguardaremos a confirmação e novos desenvolvimentos quanto a este aspecto e quanto ao abandono da transferência do MNA para a Cordoaria Nacional, antes de darmos por concluída a missão cívica deste blogue.

Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

O MNA suscita uma cadeia de solidariedade europeia

Conforme anunciado, o Director do MNA, Dr. Luís Raposo, apresentou no passado dia 10 de Junho o MNA – passado, presente e futuro – à comunidade de investigadores e museólogos das áreas envolvidas, na Universidade de Cambridge.
Reunidos sob a figura tutelar de Lord Colin Renfrew, estiveram presentes algumas dezenas de especialistas e convidados para uma recepção que teve lugar no McDonald Institute for Archaeological Research.
A situação actual do MNA e as perspectivas da sua eventual transferência para outras instalações suscitaram grande interesse e motivaram a delineação de uma rede de contactos, de âmbito europeu, tendo em vista a intervenção organizada em defesa do Museu, se tanto se vier a revelar necessário.
Foi acentuado pelos presentes que grande parte do acervo do MNA, e a sua própria existência enquanto instituição mais do que secular, constituem património europeu a que todos se sentem ligados, com especial relevo para os que realizaram já estadias em Lisboa e sempre tiveram no MNA um sólido porto de abrigo.



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