O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Após dezasseis anos na direcção do Museu Nacional de Arqueologia, Luís Raposo não foi reconduzido em mais um mandato, sem quaisquer explicações. Não podemos deixar de ligar esta decisão à luta intensa travada para impedir a transferência do MNA para a Fábrica da Cordoaria Nacional, projecto do Estado Novo recuperado durante o último Governo de José Sócrates.

Por isso este blogue passa agora a servir outro objectivo, o da denúncia da infâmia contida na não recondução do actual director do MNA e sobretudo o da reflexão acerca do que quer o País afinal dos seus museus, arquivos, bibliotecas e academias . Podem criaturas menores, pela calada, acoitadas em redes de cumplicidades subterrâneas, pôr e dispor das mais perenes instituições nacionais ?

Junte-se a nós nesta acção de cidadania. Aqui registaremos todas as opiniões, reflexões ou meros comentários que entendam fazer-nos chegar ou possamos recolher na imprensa.


Envie os seus contributos para gdamna@gmail.com

Última Hora: aparentemente, o Dr. Luís Raposo foi novamente reconduzido nas suas funções por despacho do SEC, Francisco José Viegas. Aguardaremos a confirmação e novos desenvolvimentos quanto a este aspecto e quanto ao abandono da transferência do MNA para a Cordoaria Nacional, antes de darmos por concluída a missão cívica deste blogue.

Sexta-feira, 9 de Julho de 2010

"A grande cruzada de Luís Raposo"

Certamente motivado pelas declarações da senhora ministra da Cultura em entrevista ao jornal Público, o jornal SOL resolveu ir à procurar do director de museu que, sózinho com "mais duas ou três pessoas", tem perturbado tanto a governante, a ponto de lhe exigir grandes doses de paciênca.
O resultado é a entrevista que hoje saiu a lume e de que se dá notícia na lista de contactos via Internet MUSEUM, de onde retiramos estas referências:

O caso dos museus do eixo Belém-Ajuda continua a dar que falar. Ontem, no Parlamento, a ministra da Cultura foi novamente confrontada com o assunto, tendo-lhe sido chamada a atenção que só os custos previstos para o novo Museu dos Coches representam 10 vezes mais do que o corte que o MC quer agora fazer aos criadores com quem já tinha contratado apoios.
A ministra respondeu que as verbas do novo Museu dos Coches não pertencem à Cultura. Fraca resposta. Primeiro porque o Governo há-de ser só um e a crise deveria bater a todos por igual. Segundo porque nada obriga a que a verba do Casino seja para ser gasta no novo Museu dos Coches (em nenhum lado está dito isso, no contrato de concessão do Casino). Terceiro porque só para a transferência do MNA para a Cordoaria Nacional, já o MC disse que disporia este ano de verba
idêntica à que quer agora cortar aos criadores. Faz sentido ?
Hoje, o jornal SOL inclui um perfil desenvolvido do director do MNA, sob o título "A grande cruzada de Luís Raposo". Vale a pena ver abaixo.

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