O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Após dezasseis anos na direcção do Museu Nacional de Arqueologia, Luís Raposo não foi reconduzido em mais um mandato, sem quaisquer explicações. Não podemos deixar de ligar esta decisão à luta intensa travada para impedir a transferência do MNA para a Fábrica da Cordoaria Nacional, projecto do Estado Novo recuperado durante o último Governo de José Sócrates.

Por isso este blogue passa agora a servir outro objectivo, o da denúncia da infâmia contida na não recondução do actual director do MNA e sobretudo o da reflexão acerca do que quer o País afinal dos seus museus, arquivos, bibliotecas e academias . Podem criaturas menores, pela calada, acoitadas em redes de cumplicidades subterrâneas, pôr e dispor das mais perenes instituições nacionais ?
Junte-se a nós nesta acção de cidadania. Aqui registaremos todas as opiniões, reflexões ou meros comentários que entendam fazer-nos chegar ou possamos recolher na imprensa.


Envie os seus contributos para gdamna@gmail.com



Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

Levanta-se a hipótese macabra da Democracia estar a ser subvertida por poderes ocultos - considera o Prof. Francisco Sande Lemos

Felicito, pela sua frontalidade e clareza, o Luís Raposo.
O texto publicado no Público evidencia que as posições de LR em defesa do MNA contra a política de ex-governantes e dirigentes do governo José Sócrates desencadearam retaliações logo que essas personalidades tiveram oportunidade.
O que é mirabolante é o poder que conservam esses elementos, apesar de ter havido eleições e formado um novo Governo com os partidos que precisamente apoiaram na Assembleia da República o responsável pelo MNA na sua luta contra a política do governo de Sócrates.
Levanta-se assim a hipótese macabra da Democracia estar a ser subvertida por poderes ocultos.
Não se deve brincar com o fogo. Veja-se o exemplo da Hungria. Mais tarde ou mais cedo o povo cansa-se. E nesse caso a União Europeia terá de estender o poder da troika a todos os domínios da sociedade portuguesa.
Apelo pois a que se intervenha, sem medo, exigindo uma clarificação ao poder político. O temor e inacção são maus conselheiros e a crise que vivemos muito se deve à doentia apatia dos portugueses.
Saudações,
Francisco Sande Lemos

0 comentários:

Enviar um comentário