O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Após dezasseis anos na direcção do Museu Nacional de Arqueologia, Luís Raposo não foi reconduzido em mais um mandato, sem quaisquer explicações. Não podemos deixar de ligar esta decisão à luta intensa travada para impedir a transferência do MNA para a Fábrica da Cordoaria Nacional, projecto do Estado Novo recuperado durante o último Governo de José Sócrates.

Por isso este blogue passa agora a servir outro objectivo, o da denúncia da infâmia contida na não recondução do actual director do MNA e sobretudo o da reflexão acerca do que quer o País afinal dos seus museus, arquivos, bibliotecas e academias . Podem criaturas menores, pela calada, acoitadas em redes de cumplicidades subterrâneas, pôr e dispor das mais perenes instituições nacionais ?
Junte-se a nós nesta acção de cidadania. Aqui registaremos todas as opiniões, reflexões ou meros comentários que entendam fazer-nos chegar ou possamos recolher na imprensa.


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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Um infâmia - diz o Arqueólogo Santiago Macías

Luís Raposo recebeu uma carta, informando-o que não vai continuar a ser o diretor do Museu Nacional de Arqueologia. Assim, sem mais.

Luís Raposo vai, assim, pagar os anos de excelente trabalho à frente do MNA, que projetou dentro e fora de portas. Vai, sobretudo, pagar a coerência das suas posições quanto ao futuro do MNA e dos museus em Portugal e vai pagar a frontalidade e coragem com que as assumiu e expressou publicamente.

Meu caro Luís, como te disse anteontem em curta mensagem, tudo isto se resume a uma palavra: INFÂMIA. A tua demissão, pois disso se trata, atinge quem a decidiu, não te atinge a ti.

Santiago Macías

Do blogue http://avenidadasaluquia34.blogspot.com/

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