O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Com a publicação da saudação do Dr. Luís Raposo aos Amigos do MNA, do artigo do jornal Publico e da notícia da Antena 1, todos abaixo transcritos, chega ao fim a missão deste blogue independente,
feito por alguns amigos do MNA.

A luta travada nos últimos anos em defesa do MNA, impedindo a sua transferência para a Fábrica da Cordoaria Nacional, foi coroada de êxito.

Ao Dr. Luís Raposo desejamos as maiores venturas na continuação da sua carreira profissional.

Se um dia o MNA voltar a estar em perigo, regressaremos,

porque por agora apenas hibernamos.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Reacção do Presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses ao afastamento do Dr. Luís Raposo

A recente notícia da não recondução do Dr. Luís Raposo como Director do Museu Nacional de Arqueologia, embora não me tenha apanhado de surpresa, não deixa por isso de ser chocante, não pelo facto em si, mas pelas circunstâncias em que ocorreu, pela sua excepcionalidade em relação aos outros directores de museus nacionais, e por se tratar de uma clara perseguição pessoal e política a quem ousa questionar, ainda que pela via hierárquica, decisões políticas tecnicamente erradas e lesivas do bem comum, e manifestar em público as suas opiniões, ainda que na qualidade de cidadão.
Apelo, por isso, a todos os colegas e amigos, que sempre se têm batido em defesa do património cultural, da liberdade de expressão, e da cidadania, a manifestarem, do modo que melhor entenderem, a sua indignação por esta decisão, tomada pelo director de uma instituição moribunda, em nome de uma pretensa nova orientação política, ainda
inexistente, ou pelo menos ainda não submetida ao escrutínio democrático, quem sabe se para garantir a preservação do seu próprio lugar na nova instituição que tutelará o património cultural do país.
Caros colegas e amigos, os tempos que se avizinham são bastante negros. As forças obscuras e misteriosas que nos conduziram à beira do abismo, subvertendo instituições outrora luminosas e libertadoras, são implacáveis e insaciáveis, pelo que a solidariedade entre todos nós, obreiros do património, sem outra obediência que a da nossa consciência cívica, se torna cada vez mais necessária.

José Morais Arnaud

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