O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Com a publicação da saudação do Dr. Luís Raposo aos Amigos do MNA, do artigo do jornal Publico e da notícia da Antena 1, todos abaixo transcritos, chega ao fim a missão deste blogue independente,
feito por alguns amigos do MNA.

A luta travada nos últimos anos em defesa do MNA, impedindo a sua transferência para a Fábrica da Cordoaria Nacional, foi coroada de êxito.

Ao Dr. Luís Raposo desejamos as maiores venturas na continuação da sua carreira profissional.

Se um dia o MNA voltar a estar em perigo, regressaremos,

porque por agora apenas hibernamos.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Margarida Ruas, delegada do European Museum Forum em Portugal, defende o "olhar novo" da direcção de Luís Raposo no MNA

A Arqueologia é uma ciência e arte escondidas ou aos “ pedaços”. É de todas a mais difícil de comunicar, sensibilizar e persuadir. Por razões profissionais, ao longo dos anos, visitei vários sítios e museus arqueológicos. Lembro-vos o êxito do MARQ em Alicante mas que nada acrescentou ao que já era realizado em Portugal .porque nenhum, era melhor ou fazia melhor que o Museu de Arqueologia, dirigido pelo Luís Raposo. Exemplar e inspirador. A arqueologia através da sua estratégia provocadora tocou pessoas de todas as idades, o respeito e a admiração do que fomos permitiu-nos construir o nosso EU e a criatividade ensinou-nos a fruir o belo que “os pedaços” contêm. Seleccionar o que de mais importante nos rodeia é puro exercício cultural, que estaremos aptos a alcançar quando sabemos quem somos: como gente, como cidadãos de um País e como seres do universo.
O Luís Raposo conseguiu formar e demonstrar, ensinar e divertir criando um lugar de discussão pura, troca de pensamentos, vivências e afectos consubstanciando a aprendizagem permanente ao longo da vida.
Não se muda uma equipa que funciona bem e quanto mais tempo está, mais sábia se torna porque a gestão do Luís Raposo reenviava-nos permanentemente para um novo olhar sobre as coisas, nunca nos reduziu a visitantes ou espectadores, éramos parte integrante daquela história e de todos os objectos, elementos vivos, agentes de mudança, respeitados inteiramente na nossa idiossincrasia
Keneth Hudson, fundador do European Museum Forum sustentava que após visitarmos um Museu, se nos sentíssemos mais altos, maiores, podíamos estar certos que o Museu era bom.
Sempre me senti maior quando visitava o Museu Nacional de Arqueologia ou assistia às inúmeras actividades que o Luís Raposo desenvolvia. Agradeço-lhe penhoradamente por tudo quanto fez pela inteligentzia Portuguesa e por ter convocado o melhor de nós. Sei que como Presidente do ICOM Portugal continuará a ser arauto do Bem e do Belo.
E todos estaremos atentos, não vá o Museu de Arqueologia ser transferido para dar lugar a um hotel ou a esplanadas de charme.
Cumprimentos amigos
Margarida Ruas Gil Costa

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