O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Com a publicação da saudação do Dr. Luís Raposo aos Amigos do MNA, do artigo do jornal Publico e da notícia da Antena 1, todos abaixo transcritos, chega ao fim a missão deste blogue independente,
feito por alguns amigos do MNA.

A luta travada nos últimos anos em defesa do MNA, impedindo a sua transferência para a Fábrica da Cordoaria Nacional, foi coroada de êxito.

Ao Dr. Luís Raposo desejamos as maiores venturas na continuação da sua carreira profissional.

Se um dia o MNA voltar a estar em perigo, regressaremos,

porque por agora apenas hibernamos.



terça-feira, 25 de maio de 2010

As narrativas história e mitológica, com a literatura pelo meio

Em mais uma conversa de fim de tarde, confrontaram-se os olhares do arqueólogo classicista com o do escritor romancista na construção de narrativas sobre o passado, especialmente centradas nas figuras dos heróis.
Amílcar Guerra, arqueólogo, enfatizou o cepticismo criativo que o historiador, maxime o arqueólogo, têm perante os relatos sobrevindos do passado. A figura de Viriato, construída séculos depois de ter existido a partir de narrativas como a de Possidónio, ilustra bem essa ambivalência entre realidade histórica e elucubração mítica. Existiu de facto, mas dele provavelmente quase tudo o que se diz de vida estritamente pessoal é construção efabulada. Não será assim com todos os heróis, especialmente os heróis fundadores ?
Mário de Carvalho, escritor, apresentou uma perspectiva mais porventura mais optimista do conceito de verdade histórica, que distinguiu radicalmente do da trama literária. Mas, ainda aqui, exprimiu profunda preocupação pelo empobrecimento crescente que tem existido no contacto dos mais jovens com as grandes narrativas e pelos grandes autores passado, começando pelo desconhecimento próprio veículo privilegiado da sua expressão no âmbito cultural português, a língua latina.

Aspecto geral da sessão, moedarada por Maria do Sameiro Barroso.

Amílcar Guerra no uso da palavra.

Mário de Carvalho no uso da palavra.

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