O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Com a publicação da saudação do Dr. Luís Raposo aos Amigos do MNA, do artigo do jornal Publico e da notícia da Antena 1, todos abaixo transcritos, chega ao fim a missão deste blogue independente,
feito por alguns amigos do MNA.

A luta travada nos últimos anos em defesa do MNA, impedindo a sua transferência para a Fábrica da Cordoaria Nacional, foi coroada de êxito.

Ao Dr. Luís Raposo desejamos as maiores venturas na continuação da sua carreira profissional.

Se um dia o MNA voltar a estar em perigo, regressaremos,

porque por agora apenas hibernamos.



domingo, 9 de maio de 2010

A Jornada de Solidariedade - Vigília pela Memória de 8 de Maio de 2010 foi um assinalável êxito… e fará história

Decorreu ontem a Jornada de Solidariedade – Vigília pela Memória em Defesa do Museu Nacional de Arqueologia. Não obstante o tempo invernoso que se fez sentir e obrigou a anular a maior parte do programa no exterior, transferindo-o para o interior do MNA, esta iniciativa constituiu um enorme êxito, tendo contado com a participação de várias centenas de cidadãos. Estiveram presentes largas dezenas de amigos do Museu, assim como museólogos, arqueólogos, artistas, escritores, deputados… enfim, mulheres e homens de cultura para quem o destino de um Museu Nacional constitui matéria de afirmação de cidadania.
O programa previsto foi integralmente cumprido, centrado na torre oca. Este espaço, agora com o carácter espectral que dão as paredes e caixas de vitrinas vazias a aguardar serem desmanteladas, foi objecto de uma intervenção de afirmação das preocupações do momento, por parte de um colectivo de artistas plásticos membros do GAMNA.
Todos os intervenientes tiveram palavras de solidariedade para com o MNA. O actor Vítor Norte leu uma carta dirigida ao Director do MNA pelo presidente da comissão encarregada da transferência do MNA para a Cordoaria Nacional, na qual se dizia que a dita transferência nunca seria feita apressadamente e que o melhor era continuar a investir no melhoramente do Museu nos Jerónimos. Todos se poderiam ter convencido de que se tratava de uma carta escrita e recebida por estes dias… até ao momento em que Vítor Norte leu o nome do remetente, o nome do destinatário e a data. Afinal, tratava-se de uma carta escrita em 1953 pelo Presidente da comissão encarregada de executar a transferência do MNA para a Cordoaria Nacional e dirigida ao Prof. Manuel Heleno, director do MNA à época.
Costuma dizer-se que a história quando se repete é sob a forma de tragédia. Mas a Jornada de 8 de Maio de 2010 reforçou em todos a convicção que assim não será e que a despedida da torre oca ontem simbolicamente efectuadas não será um adeus, mas um até logo.
As frentes de luta que subsistem, no plano político (Assembleia da república), no plano consultivo (Conselho Nacional de Cultura) e no plano judicial (acção popular do GAMNA contra o Ministério da Cultura) garantem que assim será. Os muitos amigos que ontem passaram pelo Museu e os numerosos artistas e intelectuais que intervieram confirmam-no plenamente.
O “caso” da transferência do MNA para a Cordoaria Nacional não está encerrado. Nem sequer ainda vai a meio e convém que não se iluda quem desde há mais de um ano o anda a considerar encerrado sempre que fala.

Associação de Gaiteiros - animação de exterior

Distribuição de panfletos no exterior.

Intervenção de abertura do Vice-Presidente do GAMNA, Prof. Doutor Luís Manuel Araújo

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