O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Com a publicação da saudação do Dr. Luís Raposo aos Amigos do MNA, do artigo do jornal Publico e da notícia da Antena 1, todos abaixo transcritos, chega ao fim a missão deste blogue independente,
feito por alguns amigos do MNA.

A luta travada nos últimos anos em defesa do MNA, impedindo a sua transferência para a Fábrica da Cordoaria Nacional, foi coroada de êxito.

Ao Dr. Luís Raposo desejamos as maiores venturas na continuação da sua carreira profissional.

Se um dia o MNA voltar a estar em perigo, regressaremos,

porque por agora apenas hibernamos.



segunda-feira, 5 de abril de 2010

A defesa do Museu Nacional de Arqueologia é também uma questão de cidadania

A mudança do Museu Nacional de Arqueologia tendo como objectivo primário tornar devolutas as suas centenárias instalações, mesmo tendo como pano de fundo uma genuína intenção de melhorar as condições actualmente existentes, levantou dúvidas quanto ao futuro do museu.
Pois a mudança de um grande museu português como o MNA, casa mãe da arqueologia portuguesa, só pode ser encarada como um importante desígnio cultural nacional.
Recorda-se que há já cerca de dezasseis anos que a também instalação de uma exposição efémera no MNA levou à desmontagem da sua exposição permanente e, desde então, deixou de haver uma apresentação museográfica do património arqueológico português num único museu nacional.
Esta mudança deveria assim encontrar-se fundamentada em estudos, ser objecto de uma planificação, que integrasse os respectivos programas e projecto museológico, dotados de orçamento e de recursos financeiros.
Apoiar o esforço para esclarecer as questões agora levantadas e conseguir garantias quanto à continuidade futura do MNA deverá ser encarado como um acto de cidadania.
João Marques
Presidente da Secção de História
da Associação dos Arqueólogos Portugueses

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