O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Com a publicação da saudação do Dr. Luís Raposo aos Amigos do MNA, do artigo do jornal Publico e da notícia da Antena 1, todos abaixo transcritos, chega ao fim a missão deste blogue independente,
feito por alguns amigos do MNA.

A luta travada nos últimos anos em defesa do MNA, impedindo a sua transferência para a Fábrica da Cordoaria Nacional, foi coroada de êxito.

Ao Dr. Luís Raposo desejamos as maiores venturas na continuação da sua carreira profissional.

Se um dia o MNA voltar a estar em perigo, regressaremos,

porque por agora apenas hibernamos.



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Duas ideias-chave da “conversa de fim de tarde” de 22 de Abril. Primeira: O Património Cultural é um direito/dever de cidadania e uma função de soberania. Segunda: Faz falta planeamento estratégico na zona Belém-Ajuda.

Teve lugar ontem a 2ª conversa de fim de tarde, desta vez sobre o tema “Património Cultural e Cidadania”. Intervieram Guilherme Oliveira Martins, Simonetta Luz Afonso e Raquel Henriques da Silva. Pedro Roseta, Presidente da mesa da AG do GAMNA voltou a assegurar as funções de moderador, que passou no final da sessão a Raquel Henriques da Silva, vice-presidente da mesma mesa da AG do GAMNA.

Guilherme Oliveira Martins na sua intervenção referiu-se em especial à Convenção Relativa ao Valor do Património Cultural para a Sociedade, do Conselho da Europa, também conhecida como “Convenção de Faro”. Esta Convenção diz respeito ao património material (as “pedras mortas”), património imaterial (as “pedras vivas”) e à criação contemporânea, considerando todos estes domínios como direitos sociais de novo tipo, como direitos e deveres de cidadania. Este mote foi mais tarde retomado pelo mesmo interveniente, em resposta ao director do MNA, sublinhando que na leitura do texto constitucional a protecção, valorização e divulgação do património cultural constitui função de soberania. Neste contexto salientou a extrema importância de que se reveste o inventário do mesmo. Informou ainda que, na sua condição de Presidente do Tribunal de Contas, tinha já salientado esta prioridade à Assembleia da República.

Raquel Henriques da Silva referiu-se às origens do conceito e da prática cidadã de defesa do património nacional, tendo salientado em especial a figura de Alexandre Herculano – cuja vida e obra devem continuar a servir de inspiração para o presente. Na sua intervenção fez expressa alusão à situação do MNA, manifestando também a importância que os movimentos de cidadãos têm neste tipo de causas.

Simonetta Luz Afonso abordou a questão da divulgação, partindo da premissa de que “só se ama aquilo que se conhece”. Centrou-se na realidade de Lisboa e recordou algumas das propostas constantes da Carta Estratégica de Lisboa no que respeita à organização do eixo que vai do Terreiro do Paço a Belém, tirando partido da importância e diversidade dos equipamentos museológicos e monumentais neles instalados. Chamou a atenção que quaisquer medidas parcelares num território tão rico quanto sensível correm o risco de ser contraproducentes, senão estiveram ancoradas em visões globais de carácter estratégico.

Intervenção inicial de Pedro Roseta.

Guilherme Oliveira Martins no uso da palavra.

Raquel Henriques da Silva no uso da palavra.

Simonetta Luz Afonso no uso da palavra.

Aspecto geral da assistência.

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