O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Com a publicação da saudação do Dr. Luís Raposo aos Amigos do MNA, do artigo do jornal Publico e da notícia da Antena 1, todos abaixo transcritos, chega ao fim a missão deste blogue independente,
feito por alguns amigos do MNA.

A luta travada nos últimos anos em defesa do MNA, impedindo a sua transferência para a Fábrica da Cordoaria Nacional, foi coroada de êxito.

Ao Dr. Luís Raposo desejamos as maiores venturas na continuação da sua carreira profissional.

Se um dia o MNA voltar a estar em perigo, regressaremos,

porque por agora apenas hibernamos.



quinta-feira, 8 de abril de 2010

Mais um risco na Cordoaria: iões de cloro livres

Entre estudos sísmicos, geotécnicos e outros quejandos, há um sério problema que ainda não vi por ninguém referido e que me parece, mais do que os outros, ser, por si só, impeditivo da transferência do Museu Nacional de Arqueologia: chamam-se iões de cloro livres e existem no pavimento e paredes da cordoaria nacional. Não é por acaso que a cordoaria nacional está implantada onde está. Os nossos antepassados pretendiam fazer cordas duráveis e faziam-nas ! Usavam a urina e o cloreto de sódio. A higrospicidade do cloreto de sódio não deixava que as cordas ressequissem. Mas isto era quando se faziam cordas na Cordoaria Nacional. Agora pretende-se instalar lá um museu, mas os iões livres de cloro continuam a existir, quer trazidos pelos ventos, quer por capilaridade a partir do solo e libertos pelo pavimento e paredes. Principal inimigo dos metais, designadamente os ferrosos ou os bronzes são os iões de cloro responsáveis pela cadeia cloreto cúprico, cloreto cuproso, óxido cúprico, tudo potenciado pela humidade atmosférica, essencial a este tipo de corrosão; é simplesmente devastador para os metais, mesmo os nobres, quando em ligas pobres. É evidente que os nossos governantes não podem saber todas estas coisas, para isso têm os assessores.
Independentemente de todos os outros estudos, bastaria esta real ameaça, para que ninguém de bom senso pretendesse instalar na Cordoaria Nacional qualquer tipo de museu (a não ser de cordas !) e muito menos o Museu Nacional de Arqueologia.
Em verdade custa-me muito acreditar que um arqueólogo possa defender esta transferência.
Os meus respeitos à comunidade científica
F.E.Rodrigues Ferreira

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