O FUTURO DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA EXIGE PONDERAÇÃO E RESPEITO


Com a publicação da saudação do Dr. Luís Raposo aos Amigos do MNA, do artigo do jornal Publico e da notícia da Antena 1, todos abaixo transcritos, chega ao fim a missão deste blogue independente,
feito por alguns amigos do MNA.

A luta travada nos últimos anos em defesa do MNA, impedindo a sua transferência para a Fábrica da Cordoaria Nacional, foi coroada de êxito.

Ao Dr. Luís Raposo desejamos as maiores venturas na continuação da sua carreira profissional.

Se um dia o MNA voltar a estar em perigo, regressaremos,

porque por agora apenas hibernamos.



terça-feira, 27 de abril de 2010

Museóloga Adília Alarcão critica transferência do museu nacional em carta aberta à ministra da Cultura

A especialista em museologia arqueológica Adília Alarcão enviou uma carta aberta à ministra da Cultura na qual considera que a transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoaria Nacional "é condená-lo a uma espécie de exílio".
"Deslocá-lo (contra a opinião competente de tantas personalidades que já se pronunciaram sobre este assunto) para a Cordoaria Nacional, é condená-lo a uma espécie de exílio ad aeternum, pois dificilmente se disponibilizarão vontade política e meios financeiros para rever a situação, por mais meio século", escreve a museóloga na missiva.
A carta aberta da especialista na área da museologia arqueológica, agraciada em 2004 com a Medalha de Mérito Cultural, foi hoje divulgada pelo Museu Nacional de Arqueologia (MNA).
Na missiva, Adília Alarcão considera que o MNA "pode aguardar, o Museu da Marinha, o Museu dos Descobrimentos ou da Viagem [recentemente anunciado pela ministra da Cultura] podem aguardar. Urgente é um debate, alargado e sem preconceitos, sobre os museus portugueses na actualidade, que ajude a desenhar-lhes uma estratégia segura para os próximos anos", defende.
Nascida em 1933, no Porto, a especialista tem vindo a acompanhar os projectos de remodelação, ampliação e reinstalação do MNA, a que dedicou estudos aprofundados desde os finais da década de 1960. Na carta aberta, Adília Alarcão aplaude, por outro lado, a decisão política deste Governo de reactivar o Museu de Arte Popular, também em Belém, que deverá começar a abrir ao público em meados de Maio, e espera que a tutela oiça as mesmas vozes contestatárias em relação ao MNA.
A museóloga concorda que o MNA está há décadas mal instalado e não tem espaço onde se encontra, e que deveria ser acolhido num edifício criado de raiz para o efeito.
"(...) Os requisitos exigidos pelo significado das suas colecções e pela natureza do serviço público para que está vocacionado (...) não podem, de todo, encontrar resposta adequada na Cordoaria Nacional", sustenta, recordando também o "risco sísmico e de inundações, aparentemente maior neste local da Junqueira do que nos Jerónimos".
O director do MNA, Luís Raposo, tem defendido a realização de novas sondagens na zona da Cordoaria para garantir a segurança da transferência do acervo do museu, enquanto a tutela tem vindo a reafirmar que os riscos não são ali mais elevados do que no Mosteiro dos Jerónimos.

A Carta Aberta pode ser obtida e lida na íntegra em:
http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/archport/msg08772.html

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